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Poema homenagem a Mamãe nos seus 80 anos de vida/jun2011

O que a faz tão valente?

Certamente é o o sangue dos espanhóis.)

Mas o que a faz tão exigente? 

Com certeza  é o algodão puro dos seus lençóis.

Esta Mercedes tão correta

De operária a professora

Exata e exatora

Cumpridora,enfim, da estrada;

Vaidosa e elegante

Mijica, Merce, Mercedes

O grande amor do Gerson

Que levantou muitas paredes

 

Aqui estamos nós  comemorando seu aniversário:

 Vera, a sua filha , o sonho de doutora;

Depois esta que nasceu  atriz, escritora;

E Duca,  o   filho homem: menino que pousa ao seu lado

Pilotando todas as suas vontades

Caçula e guarida, dirigindo a sua vida. 

 

Somos esta a sua família

Somos nós, suas amigas,A Sandra,A katheryne

E mais quem vier

Viva você mamãe

Uma grande mulher!

 

Neusa Doretto



Escrito por n. doretto às 15:09
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Brega

 

Isso da vida:
Ida, volta e vinda
Tem chão ainda , recaídas.
Quantas coisas: casas , brasas; 
Quanto amor em tudo sempre , chororô e a dor de dente.
Te amei várias vezes num ano e seis meses, na balada profunda de uma mpb: poemas, lençóis e “ vou te ver” .

Um Longa metragem na segunda parte
quase no final feliz
Faltou um triz. 



Neusa Doretto

 

 

 



Escrito por n. doretto às 19:16
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particular

 


Quero repetir os caminhos da felicidade
Em todos os seus detalhes
A visita
O cinema
O namoro
Muito .
De novo.
Reconhecer  a silhueta
E viver a espera.
De novo.
O que era.






Escrito por n. doretto às 19:12
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Visitação

Que eu seja o  recomeço e a nova empreitada.
Que todas as coisas deixadas para trás funcionem como brisa boa, visitando a memória, aquecendo o coração.
Que eu tenha a força  da leoa para me proteger , ser justa  e oferecer a mesa .
Que eu seja porto, conforto daqueles ao meu redor.
Que eu saiba perceber  e  agradecer  os raios de sol.


De todos  os dias
Amém 



Escrito por n. doretto às 19:32
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Eu queria

escrever 

o poema

alinhado

do amor

se fosse

Alguma coisa

doce.

O poema

Ao cair da tarde ( ai,não consigo!)

Apenas o alarde

Comigo__________________Neusa Doretto.

 



Escrito por n. doretto às 19:50
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1a.sessão

Tem tempo que o amor está guardado.
De vez em quando eu tiro do coração pra tomar sol.
Dou uma lembrada. Acho que foi lindo. E guardo de novo.
Porque  amor  também acaba sendo assim como certas  coisas.Quase  intocáveis.
Ou vira tela de cinema. Você assisti, se emociona e vai embora.
Tem amor que não incomoda.Que não faz barulho.Nem ocupa espaço.
Aloja-se em qualquer canto da sua vida.

Tem amor que também é vagabundo
Tem cada amor estranho.

 

 

Neusa Doretto

 



Escrito por n. doretto às 10:36
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Eu sei que você vai ler.
Mas não era isso que eu ia escrever.Nem ia escrever.Eu acho que não ia.
Mas agora que acabo de acordar, eu penso em você : meu livre exercício da paixão. Respiração e copo de água. Por que, será?Eu devia escrever, sim, que você continua plantada no meu coração.
Dona absoluta dos meus sonhos maiores e mais amplos.
Desenho de uma vida real, alí, no duro e no mole, até que a morte nos separe.
O pior que meu amor por você não morre.Então a morte não separa.
Eu amo sozinha e corro o risco de carregar isso para a próxima encarnação.
Com todos os pecados que cometi desejando esquecer que você existia.
Nem mesmo a prática dos “ eus-amos” da vida permitiu minha salvação.
Deserdo-me e não quero sentir mais nada. Não elaboro,não alimento. Mas em vão.
Você está assim no meu coração, absoluta em mim.
Plena. Sementinha que veio com o vento, e floresceu.
Não há tempestade que arranque da terra ou de mim.
Acho que fiz uma declaração de amor.
Com florzinhas pequenininhas, coloridas.
Não, isso é muito inocente.
A minha declaração de amor vai acompanhada do brega, do exagero e do tradicional.  E da paciência com o amor tartaruga.
 (inútil decifra-me ou devoro-te)

 



Escrito por n. doretto às 15:36
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Fui publicada nessa edição da Germina, Revista de Literatura e Arte/

  http://www.germinaliteratura.com.br/2010/neusa_doretto.htm

Beijos,N



Escrito por n. doretto às 19:42
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pode ser que sim

pode ser que não

direito ou torto
muito bom ou  sem conforto
banquete ou alimento
eterno, sempre ou sem tempo
pode ser tudo
até felicidade
disfarce
uísque puro
ou chocolate
delicado
que
se
parte

 

 



Escrito por n. doretto às 19:38
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Luxo

 

Luxo

 

 

Se for atmosfera, tem que ser o ar da minha casa que vira balão  a  cada latido do meu cão.

Se for porta, deve ser delicada e resistente aos amores que vão. Para que não voltem de repente e me matem outra vez.

Se for memória ,  tem que ser valente.  É dolorido esquecer qualquer coisa boa que tenha ido embora.

Se for amor, tem que me chamar de querida e  me visitar com presentes.

Se for pra sempre, eu penso em você,   mar    aberto.



Escrito por n. doretto às 15:24
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In-(grata)

 

Ela agradece o  amor que  dou todos os dias mas que ela não pode  dar.

Eu sei que ela  agradece quase diariamente, o carinho, a amizade e o poema despudorado que eu escrevo tão naturalmente e quase sem paixão.

Comove-se com as palavras e com o sexo. 

Como se eu fosse praga ou prece. Ela se farta, vai, mas agradece.



Escrito por n. doretto às 22:00
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In

Me ame por enquanto
Me beije por enquanto
Ilusório
Infinitamente provisório
Ofegante e repetitivo
Outra vez, mais outra
Não sei quantas
Mas por enquanto mais vezes
Hoje e daqui a pouco
esfuziante e louco 
desejo ou sorte
ou
qualquer coisa de morte

 

 

 



Escrito por n. doretto às 22:24
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propriedades

saudades de você
gostando
do
banho
e
da cama
da minha
propriedade
e
eu
na
propriedade
de
ser
sua


Escrito por n. doretto às 18:47
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ESPÓLIO

 

O amor

ainda e há  meses

doendo  às vezes

Sobre panos onde  se come

lençóis onde se dorme 

As travessas brancas 

As peças tantas

lãs e mantas

Fotografias 

 

desses dias

 

 

 

 

Neusa Doretto



Escrito por n. doretto às 10:59
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Imprópria

 

 

Não me deseje

Porque vivo

de  fantasias

Tenho até uma ilusão que é parente e já meio doente

De amar pra sempre

 

 

 

 

 

Neusa Doretto

 



Escrito por n. doretto às 23:28
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