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" Frações "

 

" Frações "

Eu adoro meia porção de linguiça porque me dá o direito de pedir meia porção de queijo coalho assado. 
Ou simplesmente me satisfazer com a meia porção pedida porque estava meio sem fome.. 
Pagar meia no cinema e no teatro. A aposentadoria me remete aos tempos de estudante, estou na boa.

E quando chego no meio de um romance, acho o máximo. 
É do meio em diante que a coisa desenrola e desenvolve. 
Eu gosto dos meios, de todos os meios. 
Dos mais afetivos meios de ser e viver.

De um modo geral, a civilização em que vivemos sugere que dividamos o inteireza da vida em frações:

1/4 pra estudo e trabalho
1/4 para dedicação à família ( mãezinhas idosas e filhos) 
1/4 para Lazer e Esporte

E o último quarto ( 1/4) Namorar e dormir. Tomar café na cama, ler jornal e ver TV. Me distrair com a cachorra e achar que a vida é uma gostosura nesse um quarto de tempo.

'Tá louco de bom, Dá e sobra.

 

Neusa Doretto



Escrito por n. doretto às 21:41
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Amor

 

Isto é uma declaração de amor. Com todas suas desarmonias. Estamos falando do amor normal, que dá errado, que briga, do amor que sente ciúmes, do amor que cobra. Estamos aqui para falar do amor  com erros, acertos,idas e voltas. E nem poderia ser de outro jeito: o amor acontece entre humanos. Um menino que se apaixona por outro menino. Uma menina que se apaixona por outra menina. Também acontece com o cara da venda que fica louco pela mulher da igreja. O amor não tem critérios, não tem códigos, não tem sexo, nem escala social. Você mesmo: quantas vezes, não se apaixonou por alguém que não tinha nada a ver com você?Porque o amor só tem a ver com o amor mesmo, e ele só precisa amar. Independente da sua vontade, o amor acontece .Flecha do cupido ou  soco no coração.

 

Neusa Doretto



Escrito por n. doretto às 18:11
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Morando Junto



Você começa a amar, trocar sentimento, ser feliz, assim, por ser amada.
Existem, claro, alguns temores. A gente sabe que a distância é aliada mas pode sabotar e para entrar nessa,de namoro à distância, tem que ter estrutura emocional e não ficar minhocando.

Aguentar as pontas e segurar a onda. Dar prioridade à fantasia e ao romance. 

Desgastante? Esfria? Desgastante também é amar de perto e ter que responder a toda hora onde você está, o que fez e porque não atendeu o celular. Lá vai sua privacidade, seu direito de ir e vir, falar ou não falar. E, ainda por cima, ser obrigada a ouvir porque pinta d.r.

Longe ou perto. Pessoas chatas também esfriam qualquer paixão. Gente que não acompanha nem se diverte com você. Gente certinha demais que não bebe nem cerveja sem álcool.

"Gente ex". Acho que todo mundo já amou uma "gente ex" : ex-briguenta , ex- bebum, ex- um monte de coisa. Daí a pessoa fica repetindo que já fez muito aquilo e enche a sua paciência. 

Tudo de bom morar junto. Uma lava e a outra enxuga. Mas eu ainda prefiro cada uma lavar seu prato (mesmo que distante) e as duas se desmancharem de amor quando juntas.

Daí ninguém tem roupa suja para lavar.

Nem louça.



Neusa Doretto



Escrito por n. doretto às 13:13
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Drogaria

Calmante para o excesso
Estimulante para o escasso
Dopaminas para o durante :  a enzima e o hormônio de antes

Assim
os
Amores ficam vivos
sob fortes paliativos

Neusa Doretto


Escrito por n. doretto às 10:19
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Delicadezas

Quando o amor for breve

Seja leve

Os cortes pequenos não doem menos

Contudo tome um café

No gole de ética

Adoce com um beijo

E até

 

Neusa Doretto



Escrito por n. doretto às 10:15
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Taxa de embarque

 

 

taxa de embarque

 

 

Não ia perdoar, não. Também não era pecado pra ser perdoado. Foi sacanagem. Isso ninguém esquece. Ela me sacaneou, puxou meu tapete. Queria num dia, noutro não queria mais. Exatamente assim: surtava, desmanchava tudo, nem aí com o próximo. O próximo estava distante.

 

O celular tocou às onze e meia da noite. Eu acertando o relógio. Eu com a mochila pronta. Eu com o tesão na alma. Eu no voo 4054 para os braços dela.

 

— Oi?

 

— Oi... então, olha, temos um probleminha. Fui num show ontem à noite, conheci um menino e a gente transou. Ele está em casa. Então, não fica legal você vir.

 

Foi assim. O chão abriu e o coração ficou roxo. Um garotão na parada. Dor da porra, indignação e mala desfeita. Assim, tudo foi para o inferno: as palavras e qualquer sentimento que tive um dia por ela.

 

Mais nada.

 

A dor da rejeição não durou mais que 24 horas. Uma  mulher apaixonou-se por mim no jogo de bilhar: 42 anos, simpática e cheia de querer cozinhar em casa. Aquilo veio na hora certa, salvou-me por um mês, dois meses, quatro meses. A vida corria solta nas minhas veias, eu feliz na minha rotina. Tanta coisa boa rolando. Amigos. Festas. Colesterol controlado. Rim e fígado filtrando tudo. Que bom. Já nem pensava nessa história. Mas lembrava de vez em quando, um foco embaçado.

 

Ontem abri meu e-mail: susto e calafrio. Aquele nome na minha caixa de entrada: "preciso conversar com você".

 

Vadia, vagaba, não venha zonear minha paz de novo, quer falar comigo, o quê? O que, meu Deus?! Será que pegou alguma doença e vai se matar? Vai ver que foi isso. Daí lembrou das boas trepadas que tivemos e veio pedir perdão. Mas ia me contar isso pra quê? Pra aliviar. Ela é cheia de culpa mesmo, culpa porque trepa, culpa porque não trepa. Tão ruinzinha da cabeça.

 

"Preciso conversar com você, estou corroída de remorso".

 

Corroída de remorso o caralho. O garotão não comia direito e ela queria recaída comigo. Veio comer na minha mão.

 

E me chupou com toda a culpa desse mundo. Funcionava no remorso.

 

— Pronto, agora vou te levar pra rodoviária. Tá perdoada.

 

 

 

Neusa Doretto

 

 

 



Escrito por n. doretto às 12:18
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Escritoras Suicidas

http://www.escritorassuicidas.com.br/edicao44_11.htm#neusadoretto44



Escrito por n. doretto às 12:15
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Brega

 

Isso da vida:
Ida, volta e vinda
Tem chão ainda , recaídas.
Quantas coisas: casas , brasas; 
Quanto amor em tudo sempre , chororô e a dor de dente.
Te amei várias vezes num ano e seis meses, na balada profunda de uma mpb: poemas, lençóis e “ vou te ver” .

Um Longa metragem na segunda parte
quase no final feliz
Faltou um triz. 



Neusa Doretto

 

 

 



Escrito por n. doretto às 19:16
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particular

 


Quero repetir os caminhos da felicidade
Em todos os seus detalhes
A visita
O cinema
O namoro
Muito .
De novo.
Reconhecer  a silhueta
E viver a espera.
De novo.
O que era.






Escrito por n. doretto às 19:12
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Visitação

Que eu seja o  recomeço e a nova empreitada.
Que todas as coisas deixadas para trás funcionem como brisa boa, visitando a memória, aquecendo o coração.
Que eu tenha a força  da leoa para me proteger , ser justa  e oferecer a mesa .
Que eu seja porto, conforto daqueles ao meu redor.
Que eu saiba perceber  e  agradecer  os raios de sol.


De todos  os dias
Amém 



Escrito por n. doretto às 19:32
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Eu queria

escrever 

o poema

alinhado

do amor

se fosse

Alguma coisa

doce.

O poema

Ao cair da tarde ( ai,não consigo!)

Apenas o alarde

Comigo__________________Neusa Doretto.

 



Escrito por n. doretto às 19:50
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1a.sessão

Tem tempo que o amor está guardado.
De vez em quando eu tiro do coração pra tomar sol.
Dou uma lembrada. Acho que foi lindo. E guardo de novo.
Porque  amor  também acaba sendo assim como certas  coisas.Quase  intocáveis.
Ou vira tela de cinema. Você assisti, se emociona e vai embora.
Tem amor que não incomoda.Que não faz barulho.Nem ocupa espaço.
Aloja-se em qualquer canto da sua vida.

Tem amor que também é vagabundo
Tem cada amor estranho.

 

 

Neusa Doretto

 



Escrito por n. doretto às 10:36
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Eu sei que você vai ler.
Mas não era isso que eu ia escrever.Nem ia escrever.Eu acho que não ia.
Mas agora que acabo de acordar, eu penso em você : meu livre exercício da paixão. Respiração e copo de água. Por que, será?Eu devia escrever, sim, que você continua plantada no meu coração.
Dona absoluta dos meus sonhos maiores e mais amplos.
Desenho de uma vida real, alí, no duro e no mole, até que a morte nos separe.
O pior que meu amor por você não morre.Então a morte não separa.
Eu amo sozinha e corro o risco de carregar isso para a próxima encarnação.
Com todos os pecados que cometi desejando esquecer que você existia.
Nem mesmo a prática dos “ eus-amos” da vida permitiu minha salvação.
Deserdo-me e não quero sentir mais nada. Não elaboro,não alimento. Mas em vão.
Você está assim no meu coração, absoluta em mim.
Plena. Sementinha que veio com o vento, e floresceu.
Não há tempestade que arranque da terra ou de mim.
Acho que fiz uma declaração de amor.
Com florzinhas pequenininhas, coloridas.
Não, isso é muito inocente.
A minha declaração de amor vai acompanhada do brega, do exagero e do tradicional.  E da paciência com o amor tartaruga.
 (inútil decifra-me ou devoro-te)

 



Escrito por n. doretto às 15:36
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Fui publicada nessa edição da Germina, Revista de Literatura e Arte/

  http://www.germinaliteratura.com.br/2010/neusa_doretto.htm

Beijos,N



Escrito por n. doretto às 19:42
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pode ser que sim

pode ser que não

direito ou torto
muito bom ou  sem conforto
banquete ou alimento
eterno, sempre ou sem tempo
pode ser tudo
até felicidade
disfarce
uísque puro
ou chocolate
delicado
que
se
parte

 

 



Escrito por n. doretto às 19:38
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